Lenços em tempo de Lagrimas!

Conheço muitos empresários em diversos seguimentos, classifiquei os carinhosamente como Empresários de perfil local, regional e máster. Entendem-se como locais os profissionais que enraizaram suas conquistas em seu bairro, em sua cidade em seu gueto, em sua comunidade. Estremeceram calçadas e esquinas com suas ações de divulgação, promoção e institucionalização de sua marca, produtos e serviços. Conseguiram ser referencias locais de consumo, bem como credibilidade, acompanhado muitas vezes de sobrenomes fortes, tradicionais, de famílias que fizeram historias e são citadas nas rodas de aposentados e requisitadas pelas dondocas de sua cidade.  Os empresários locais são meticulosos, minuciosos e cautelosos em suas decisões. Apostam em sucessores do mesmo grupo sanguíneo, social ou cultural, balizam suas conquistas em ações térreas e pouco se aventuram.

Um pouco mais audacioso o empresário que classifico como regional, carregaram no passado o mesmo DNA dos locais, mas ousou pousar em pistas curtas, pouca visibilidade, porem com o trem de pouso ou aterragem calibrado. Os regionais possuem um raio de visão mais amplo, enxergam em sua micro região, possibilidades de desbravamento comercial, sendo ou não em seu segmento. Ao invés de mariposas, são borboletas que deixam seus casulos para expandir suas ideias e ramificar ainda mais seus negócios. O regional quer expandir, sem perder de seu raio de visão o crescimento de sua rede, alguns empresários presenteiam parentes e amigos com o direito de explorar nas imediações uma unidade comercial. Sem contratos, regras e destrato, montam unidades sem padronização que são pulverizadas sem os devidos estudos e regras pré-estabelecidas.

Os empresários que apresentam o perfil de máster, são inquietantes, buscam estarem presentes em regiões distintas e não necessariamente passaram pelas fases locais e regionais. Para ilustrar ainda mais este ultimo perfil, poderíamos denomina-los como os “dragsters”. Divido as em dusas categorias distintas, um empresário dragster com potencia de arranque e o empresário dragster com motor refrigerado a ar. A semelhança entre o primeiro perfil e o segundo é que ambos chegaram a suas metas. Um em cima de um guincho e o outro levara tempo, porem chegara! Observe que todos são empresários, porem nem sempre empreendedores. Há uma grande diferença entre esses dois perfis. Basicamente, ser empresário é ter uma profissão, enquanto ser empreendedor está muito mais ligado a uma postura, uma forma de ver o crescimento de seu empreendimento. Em linhas gerais, o empresário possui conhecimento de seu negocio, administração, planejamento, finanças, marketing, vendas e principalmente a relação com seus subordinados. Porém, vemos inúmeras empresas estagnadas na mão de empresários há muito tempo, sem nenhuma perspectiva de crescimento.

O empresário pode estar empreendedor, mas não ser empreendedor. O empresário que vislumbra empreender e tem a total convicção que não possui adjetivos cercar-se de um conhecedor. Eu disse conhecedor, um profissional apto, não tendencioso, que saiba conduzir a formatação, a expansão, através de Franquias.  Em crise, expandir seu negocio através de capital de terceiros é uma opção singular, única. Em tempo de lagrimas, o mercado de franquia esta vendendo lenço, um segmento pouco sensível à crise. No atual cenário, observo que a criação de Franqueadoras eticamente corretas, propicia luz nas duas pontas do túnel, não somente no final. Para a Franqueadora uma nova receita cercada de desafios, para o investidor a diminuição da margem de riscos, balizado por procedimentos. Enquanto alguns segmentos caminham com os olhos rasos d’água, o franchising já vinha estocando lenços!

 

Gilson Ferraz Junior

Consultor de Franquias – CEO Casa da Franquia

MBA – Gestão Estratégica de Negócios – Administrador – Professor e Coordenador Universitário


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